Micotoxinas são uma ameaça para o pet. Como evitá-las?

As micotoxinas são substâncias produzidas por alguns fungos, principalmente por espécies dos gêneros Aspergillus, Fusarium e Penicillium, as quais são tóxicas, tanto para a saúde humana quanto animal, visto que possuem potencial carcinogênico, hepatotóxico e mutagênico.

De acordo com o Codex Alimentarius, código de conduta redigido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para evitar a presença desses compostos altamente indesejáveis na alimentação do animal são necessárias ações em dois pontos: nas Boas Práticas Agrícolas e nas Boas Práticas de Manufatura.

O alimento pode ser contaminado ou encontrar condições favoráveis para o desenvolvimento desses fungos em qualquer etapa da produção, desde o plantio e colheita dos ingredientes, até a estocagem, processamento, distribuição e consumo do produto final. Todos os agentes envolvidos na cadeia de produção e consumo devem exercer suas devidas responsabilidades para evitar a contaminação.

Para regulamentar os níveis ou concentrações consideradas seguras dessas substâncias em diversas matérias-primas, o Ministério da Agricultura impõe limites por meio de publicações oficiais regulamentadoras, como as Instruções Normativas. Além disso, as próprias empresas de pet food realizam rigoroso controle de qualidade sobre os processos utilizados em todas as etapas de produção.

Logo, para o tutor é muito importante o processo de escolha do fabricante e do fornecedor dos alimentos a serem oferecidos ao seu pet, visto que a idoneidade, responsabilidade e o compromisso das empresas com a saúde dos animais representam um critério da mais alta relevância. Para isso deve-se também evitar a compra de produtos não registrados, de origem questionável, porções fracionadas ou armazenadas fora da embalagem original do fabricante, bem como alimentos que tenham sido armazenados de maneira inadequada (no sol, altas temperaturas, com embalagens violadas ou em contato com água).

Para garantir a escolha de um alimento seguro e adequado para a fase de vida e condições de saúde do pet, é recomendada a consulta e análise personalizada do caso por um médico-veterinário ou zootecnista especialista em nutrição de cães e gatos.

Por William N. Vilany e Thiago Vendramini

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