Assim como já falamos em outros textos aqui do blog, oferecer a quantidade adequada de alimento para os pets é essencial para que não haja faltas ou excessos de nutrientes, o que pode acarretar desde deficiências até ganho de peso. O porcionamento adequado do alimento é especialmente importante para animais com tendência à ganho de peso, já que mesmo aquele “pouquinho” a mais, se adicionado constantemente, acaba somando muito mais calorias que os animais necessitam ao longo do tempo.
O primeiro passo é consultar um médico veterinário de sua confiança para uma correta avaliação física e do histórico do animal, a fim de analisar e calcular a necessidade energética diária com base nas necessidades individuais. A partir desse valor, podemos ter uma noção mais exata de quanto o animal deve consumir de alimento no dia.
De forma ideal, recomenda-se sempre pesar a quantidade diária de alimento em uma balança, podendo ser utilizadas balanças domésticas, como as de cozinha. Essa prática garante que o animal consuma exatamente a quantidade necessária para suas necessidades nutricionais. Caso o tutor não possua uma balança em casa, a quantidade de ração pode ser pesada durante a consulta veterinária e, a partir disso, realizar uma marcação de referência em um copo medidor. É importante lembrar que o uso de copos medidores inespecíficos não assegura a oferta de uma quantidade exata de alimento.

Outro ponto interessante no uso de balanças é que, ao se estabelecer um padrão da quantidade de alimento oferecido, torna-se possível identificar se o animal está ingerindo menos do que o necessário, o que pode ser um indicativo de alteração ou problema de saúde. A pesagem das sobras alimentares também pode ser uma prática interessante, pois essas informações são extremamente úteis durante a avaliação em uma consulta veterinária.
Para cães, o ideal é dividir a quantidade diária de alimento em duas ou mais refeições distribuídas ao longo do dia. Deve-se evitar oferecer o alimento todo de uma única vez, pois essa prática pode aumentar a ansiedade do animal em relação ao alimento e fazê-lo comer mais depressa, o que pode levar à uma série de desvios comportamentais e alterações gastrointestinais.
No caso dos gatos, seu comportamento natural é de fazer várias refeições por dia, sempre consumindo um “pouquinho” por vez. Idealmente, pode-se oferecer pelo menos três refeições diárias, sendo possível também contar com comedouros automáticos para facilitar o manejo quando o tutor não está em casa.